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segunda-feira, junho 21, 2010

Marley e Eu de John Grogan


Ler "Marley e Eu" foi, em parte, regressar a um passado não muito distante. Não, o meu cão não era mal comportado, nem tão pouco tinha o mesmo porte de Maley... Bem, comparado com ele era uma autêntica miniatura de cão, daquelas que saem nos ovos de chocolate... Mas mesmo assim ambos tiveram o mesmo desfecho, uma morte indolor, serena e rápida...

Este livro é uma verdadeira aventura real que Grogan, um jornalista, teve a brilhante ideia de partilhar! Marley entra na vida dele e, a partir desse momento, tudo mudou! Marley foi realmente um cão mal comportado, destruidor de todo o tipo de objectos, de paredes e persianas, com uma fobia descomunal a trovoadas! Mas mesmo assim foi um membro da família por direito, com todos os bons momentos passados, pelo companheirismo e dedicação, pela protecção conferida por um cão de grande porte, embora Marley fosse mais adepto do "peace and love", ou seja, banhos de baba e lambidelas na face!

John Katz, autor de livros dedicados a cães, diz "espere rir, chorar e abanar a cabeça ao ler este livro. John Grogan compreende que a caminhada que as pessoas e os cães por vezes empreendem em conjunto são um reflexo de nós e do nosso mundo - da nossa própria humanidade, das alegrias e das tristezas e dos altos e baixos da vida." Não é publicidade enganosa, pois eu ri, chorei e abanei a cabeça... É uma história intensa, relaxada e emotiva, tudo ao mesmo tempo e, porventura, é esse o segredo para já ir na 29ª edição em Portugal...

Por tudo isso, teve direito à sua história publicada e adaptada ao cinema. É claro que a adaptação ao cinema não é a cópia exacta do filme, por isso recomendo os dois.

Sem sombra de dúvidas, um livro para 5 estrelas!! Para terminar ficam alguns excertos que eu seleccionei do livro e o trailer do filme. Como é óbvio, Marley teve direito ao seu espaço na Internet no site do autor John Grogan.

"Poderíamos ter comprado um pequeno iate com todo o dinheiro que gastámos com o nosso cão e nas coisas que ele destruía. Mas mais uma vez, quantos iates é que ficariam à nossa porta durante todo o dia até nós voltarmos? Quantos iates ansiariam pelo momento de nos saltar para o colo ou de descer a encosta e lamber-nos a cara num tobogã? Marley tinha conquistado o seu lugar na nossa família." (pág. 277)

A coluna que o John dedicou a Marley no jornal em que trabalhava na altura: "Nunca ninguém disse que ele era um cão bestial - ou sequer um bom cão. Era selvagem que nem um demónio e forte que nem um touro. Irrompeu através da vida com um estilo que normalmente associamos às catástrofes naturais. Tanto quanto sei, foi o único cão a ter sido expulso de uma escola de obediência. [...] Marley era um roedor de sofás, um rasgador de persianas, um lançador de saliva, um derrubador de caixotes do lixo. Quanto a inteligência, direi apenas que perseguiu a sua própria cauda até ao dia em que morreu, aparentemente convencido de estar à beira de realizar uma memorável proeza canina. [...] Uma pessoa pode aprender muitas coisas com um cão, até com um cão tresloucado como o nosso [...] Marley ensinou-me a viver cada dia com uma exuberância e alegria ilimitadas, a aproveitar o momento e a seguir o coração. Ensinou-me a apreciar as coisas simples, um passeio na floresta, um nevão fresco, uma sesta numa réstia de luz do Sol numa tarde de Inverno. E quando começou a ficar velho e doente, ensinou-me a ser optimista em face das adversidades. Essencialmente, ensinou-me a importância da amizade e da abnegação e, acima de tudo, da lealdade absoluta." (pág. 340)

E para terminar: "Um cão não tem necessidade nenhuma de carros sofisticados ou de casas sumptuosas ou de roupas da moda. Os símbolos de status não lhe dizem nada. Um pau lambido pelo mar serve perfeitamente. Um cão não julga os outros pela cor da pele, credo religioso ou classe social, mas sim por o que elas têm dentro se si mesmas. Um cão não se interessa em saber se somos riscos ou pobres, educados ou iletrados, burros ou inteligentes. Dêem-lhe o vosso coração que ele dar-vos-á o seu" (pág. 341)

sábado, fevereiro 02, 2008

Elephants Dream - Curta Metragem Gratuita


Numa das andanças pela Net, encontrei um site onde está um filme de animação completamente gratuito! Chama-se "Elephants Dream" e foi o primeiro filme de animação gratuito feito também com software gratuito, ou seja, ao alcance de todos! Para além disso, este filme de animação foi o primeiro filme na Europa em HD-DVD.

O filme está muito bom! Visualmente parece um filme de uma grande empresa (Disney, DreamWorks).

Quem quiser pode comprar o DVD (para já está esgotado) mas pode também fazer o download do DVD! Os links estão na página do próprio filme! O filme está em inglês, mas no DVD tem a opção de legendagem em português.

O senão, é a o tempo que demora para fazer o download... A velocidade não é assim tão grande... Mesmo para quem tem banda larga!

De qualquer forma, deixo o link do YouTube onde estão os 10 minutos do filme. Assim podem ver antes de copiar o DVD (com o filme, extras e material de produção do filme).


quarta-feira, julho 18, 2007

O filme da discórdia

A União Europeia vem desde algum tempo a publicitar ou divulgar o cinema europeu. Desta vez a publicidade retrata o sexo nos filmes europeus...

Os 44 segundos do spot publicitário deixaram muitas pessoas chocadas e revoltadas por se estar a vender o sexo... Lá vem outra vez a histórias das indecências e da imoralidade... Bem, se fosse imoral, os 44 segundos do filme não passariam no Jornal da Noite na SIC! Para além disso teve regalias de abertura!... Nenhuma estação televisiva quer pagar multas e o Jornal é às 20 horas...

Depois o sexo vende e não é pouco... Até hoje não vi nenhuma empresa de preservativos a queixar-se, por exemplo...Mas tirem a prova dos nove e vejam o filme:

segunda-feira, abril 17, 2006

Fime na TV

Na Sexta-Feira Santa (para alguns, pois há quem prefira a “Segunda-Feira Santa”) vi na RTP “A Paixão de Cristo” de Mel Gibson, que já tinha visto metade. Devo confessar que achei o filme violento, chocante e toca numa perspectiva que nunca me tinha passado pela cabeça! Para além de querer espicaçar e relançar o tema para a praça pública, talvez fosse um dos objectivos do Mel Gibson: chocar para obrigar a pensar, para obrigar à não indiferença!

Ao adormecer sobre o assunto fiquei triste! A filosofia, o espírito do filme não encontra eco, não é espelhado na realidade actual! As Cruzadas, a Inquisição, a proibição do uso de contraceptivos… Padres (e quando digo padres também me refiro aos restantes membros da hierarquia) que conduzem BMW, Audi, Mercedes, quando um Fiat, Renault, Ford têm rodas, volante e funcionam com combustíveis… Padres a cobrar 300-600 Euros para irem na procissão das festividades da SUA paróquia… Alta costura para a vestimenta usada pelos padres…

Sei que a Igreja, como instituição, faz um bom trabalho de apoio aos mais carenciados, etc. Também já ouvi muitas vezes que a Igreja é feita pelos cidadãos. No entanto, os padres, bispos, arcebispos são os representantes dos cidadãos! Para além disso são gestores! Gestores dos fundos monetários, dos espaços religiosos, etc. Como é que querem atrair/rejuvenescer se, por vezes, reflectem o lado negro da sociedade? Não estou a dizer para andarem de carroça! Apenas que sirvam de modelo (teórico e prático) e inspiração par quem vê na Igreja o seu reflexo, os seus ideais… Tal como eu já vi e… agora não sei se vejo!... ou se algum dia verei…

Com isto não quero desconverter ninguém! Lá por eu ver TV, ler (jornais, revistas, livros, as legendas dos filmes estrangeiros…), navegar na net, incentivar o uso do preservativo, não me dá (nem me dará!) o direito de o fazer! Da mesma forma que lanço críticas a esta religião também o faço a outra qualquer! Nenhuma é perfeita! Mas é isso mesmo que a obriga à abertura e ao dinamismo! Para que se esclareça: já há alguns anos que não me identifico com nenhuma religião! Nem sinto necessidade disso! Acredito em mim e no que posso fazer! É o que me basta!...


Pergunta do dia: Porque é que o feriado da Sexta-Feira Santa não é respeitado? Se o feriado é na sexta, porque é que é gozado na segunda?

Pergunta retórica do dia: Porque é que defendo o uso do preservativo?